Verdades nuas

Não gosto de explicar as letras das músicas que componho, pois acredito que cada um coloca nela suas vivências, transformando-a no que quiser para si. Mas acho interessante apresentar o contexto em que ela foi feita, o que a inspirou, como foi criada, o processo em si.

Se você só quer ouvir a música, dá um Play e curte!

Mas, se quiser conhecer a história desta música, continue lendo…

Em 06 de dezembro de 2017 recebi uma mensagem pelo WhatsApp, encaminhada para o grupo dos nossos amigos pelo meu irmão do coração Marcelo de Jesus.  A mensagem na integra era a seguinte:

“Diz uma parábola judaica que certo dia a mentira e a verdade se encontraram.
A mentira disse para a verdade:

– Bom dia, dona Verdade.
E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, vários pássaros cantavam e vendo que realmente era um bom dia, respondeu para a mentira:
– Bom dia, dona mentira.
– Está muito calor hoje, disse a mentira.
E a verdade vendo que a mentira falava a verdade, relaxou.
A mentira então convidou a verdade para se banhar no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:
-Venha dona Verdade, a água está uma delícia.
E assim que a verdade sem duvidar da mentira tirou suas vestes e mergulhou, a mentira saiu da água e vestiu-se com as roupas da verdade e foi embora.
A verdade por sua vez recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira e por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar na rua.
E aos olhos de outras pessoas era mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua.

Não sei quem é o(a) autor(a) desta história, mas a parábola cumpriu sua função e simplificou o paradoxo do mentiroso e as perspectivas sobre o que é verdade e mentira.

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Segui por semanas refletindo esta história, observando atento no meu dia a dia e de outras pessoas, próximas e distantes, tetando identificar o que era mentira vestida de verdade e o que era verdade nua e crua. Mas, principalmente analisando o que era mais fácil cada pessoa aceitar e conviver (1).

Pensei no conto de fadas que projetamos em nossas vidas, criando expectativas que nunca acontecerão e como isso pode ser frustrante e avassalador em nossas vidas. Ou exatamente o contrário, o quanto o conto de fadas pode motivar-nos na busca por vive-los e nos tornarmos pessoas felizes. Reflito sobre as perspectivas e o desafio de mudá-las constantemente, especialmente a que reflete nosso interior.

Imagem relacionada

Lembrei da Jornada do Herói, traçando um paralelo do conceito do Monomito de Joseph Campbell com a nossa vida real e a vontade que temos de vencer. Mas será que estamos atentos às lições que precedem vitórias e derrotas? Seriam estes apenas conceitos advindos de perspectivas opostas que podem ser invertidas a qualquer tempo?

Bem, este exercício foi de uma profundidade tamanhã em meus pensamentos,  que eu estava me transformando em uma pessoa intolerante, mau humorada, irritada e isso não estava me fazendo nada bem. Certo dia, para ser mais exato, no dia 29 de janeiro de 2018, cheguei em casa com a cabeça cheia, não conseguia parar de pensar e precisava me expressar. Foi quando me ouvi falando o que antigamente dizia para meu irmão do coração Fabiano Rateke:

Está com problemas? que bom!

Faz uma música!!

Foi o que decidi fazer naquele instante. Peguei o violão, a melodia veio instantaneamente. Peguei um papel e escrevi a história real  hipotética de um casal que vivia entre verdades e mentiras. Aí nasceu “Verdades nuas“, uma mistura de pensamentos, reflexões e vivências, próximas e distantes.

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(1) Pensando bem agora, até pensei em mudar o nome da música para mentiras vestidas de verdade sabe..  


Verdades nuas (cifra original)

Introdução: Bm7 / F#m / Em / A9  D#º / Bm7 / F#m / Em /  %

Bm7     F#m                   Em          A9  D#º
Ela era alguém sem pretensões
Bm7                F#m                               Em          A9 
Que não imaginava viver grandes paixões
Bm7                    F#m                          Em          A9  D#º
Queria só viver bem, amigos e distrações
Bm7                F#m                               Em          A9
Sorrisos soltos, sinceros magoavam ninguém
Bm7     F#m                   Em          A9  D#º
Ele era alguém sem ambições
Bm7                F#m                               Em          A9 
Queria só ser aceito como “o melhor”
Bm7                    F#m                          Em          A9  D#º
Sem controlar os desejos, sem saber dizer não
Bm7                F#m                               Em          F#m  G  A7 
Olhos brilhantes, palavras iludem multidões

G7+                                             F#m
Em contos de fadas existem vilões (que querem de derrubar)
G7+                                             F#m

A vida também tem “Jornada do Herói”
G7+                                             F#m

O tempo cura e a memória destrói
G                          A7

Prisões de mentiras e verdades nuas

Bm7     F#m                   Em          A9  D#º
Ela tem coração e vê além do olhar
Bm7                F#m                               Em          A9 
Confia a vida nas mãos do seu grande amor
Bm7                    F#m                          Em          A9  D#º
Ele só não vê a carne do coração
Bm7                F#m                               Em        A9  
Diz ter fé em Deus, mas sem nenhum pudor
Bm7     F#m                   Em          A9  D#º
Ela age amor e ele traições (trai sonhos)
Bm7                F#m                               Em          A9
Ela diz que perdoa e ele foge do lar

Bm7                    F#m                          Em          A9  D#º
A verdade liberta eles daquelas prisões
Bm7                F#m                               Em        A9 
Na vida de mentiras ele prefere ilusões

 

Isso me mata no Spotify, Google Music, iTunes, Deezer …

E agora mais um som meu está disponível no Spotify, iTunes, Google Music…

🎼  “Isso Me Mata” um Reggae de Fernando Lauro Pereira

Vida alheia

Depois de muitos anos, regravei “Vida alheia“. Tá aí uma composição que tenho orgulho de ter feito. :)

É só dar o Play e curtir… Vida alheia

Som do K7

Fazem mais de 15 anos que eu gravei uma fita K7 com algumas composições minhas e do Fabiano Rateke, usando uma aparelhagem tosca e um aparelho de som com gravador de fitas cassete no meu quarto (na casa dos meus pais). Pouquíssimas pessoas tinham uma cópia dessa fita. Acho que só eu, o Fabiano da Simone e o Du da Nany (Eduardo Rateke).

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O tempo passou, eu e o Biano perdemos nossas cópias, mas graças a Deus o Du guardou essa relíquia e me presenteou com uma nova cópia, que agora guardo com muito carinho.

Digitalizei a fita K7 e partilho aqui pra vcs 30min do Lago A + 30min do Lado B. Fiz questão de deixar assim em dois arquivos grandes pra ficar bem nostálgico, como se fosse uma fita k7… 

Aplicativo para iPhone, Android e Windows Phone GRÁTIS!

Tem novidade no ar.. essa vai para os amigos que curtem as reflexões e composições deste humilde músico amador metido a compositor..

Um aplicativo para iPhone, Android e Windows Phone, para curtirem o Nando.Mus.Br em qualquer lugar e qualquer hora (desde que não enjoem.. podem usar a vontade)

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A gravidade

A vida está corrida, e cada vez tenho menos tempos para as coisas boas da vida, até quando? não sei! Mas, o fato é que quando bate uma inspiração e as palavras martelam na cabeça, estilhaçando sentidos pra todos os lados. Não consigo resistir, e mais uma canção nasce. Foi o caso…

Hoje quero compartilhar com vocês meu novo som que acabou de sair do forno, chamado “A gravidad”.  Não vou explicar pois prefiro que cada um de o sentido da música para a sua vida.

E                            D
A gravidade age em todos os momentos
A                                E
Em uns amenos em outros mais graves
E                                  D
Os agudos enfrentam grandes movimentos
A                              B
Frequentemente suprimidos pelos graves

C#m          B    A                                         E                     
Eu quero mais do que me prende com os pés no chão
C#m          B    A                                B  A  D  A    E
Eu quero mais que uma maça acelerando até o chão

E                            D
Ouvi dizer que a gravidade de hoje em dia
A                                E
Fica menor quando distante do que agia
E                                  D
Por isso o tempo relativo a gravidade
A                              B
Grava com lápis o agravo que havia

E                            D
A gravidez, contra a probabilidade,
A                                E
Da a gravidade o lugar que merecia
E                                  D
Grava pra sempre como numa tatuagem
A                                E
O amor é a massa que a gravidade se rendia

É um pouco mais de nós

Este som foi feito de uma maneira bem diferente, que eu ainda não havia experimentado, e que talvez só tenha dado certo pela sintonia nas viagens (risos).

Um dia eu estava lendo meus e-mails e vi que meu amigo Fernando Amaral do Blog Palavra e Som (http://palavraesom.com.br) estava on-line. Como já tinha visto pelo Facebook que ele estava em uma trip pela Bolívia, chamei ele para um papo afim de saber como estavam as coisas.. Em meio as nossas “viagens” (reflexões), ele soltou uma frase que “acendeu a lampada!” – É um pouco mais de nós”.

Na mesma hora eu abri o Google Docs, criei um arquivo chamado “É UM POUCO MAIS DE NÓS“, coloquei a data 20/09/2012 e compartilhei com ele para que ele também tivesse acesso pelo Google Docs dele.

Dois dias depois ele fez a primeira estrofe e o refrão. No mesmo dia eu escrevi mais duas estrofes. Como ele deixou a melodia por minha conta fiquei aguardando a inspiração.

Hoje, sexta-feira, feriado de 12 de outubro de 2012, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, bem na hora que eu dei uma parada na leitura (estou fazendo um pré-projeto para concorrer ao mestrado em administração universitária pela UFSC e tenho que entregar na segunda-feira) veio a inspiração. Nasceu um reggae para variar..

Então, aí vai, curtam “É um pouco mais de nós”, uma parceria de Fernando Amaral, em viagem na Bolívia, e Fernando Pereira (eu), no Brasil.

Como esta canção foi concebida nos lençois da nuvem, graças a tecnologia da informação e comunicação, nada mais justo que seu parto seja feito nas redes sociais para se manter o berço, on-line.

É um pouco de nós

Fernando Amaral (na Bolívia) Fernando Pereira (no Brasil) – 20/09/2012 – 12/10/2012

Intro.  G   D    Em7             C       G  (2X)

G                   Am
Nem só de nomes são feitas as semelhanças
G                           Am
Pensamentos, sentimentos, parecidos quase iguais!
Bm             Am                          G
Resgatam a ousadia de partir na missão de se encontrar
                 Am              G
Imprevisíveis sensações que nos levam a dizer:
           Am                    G
Que tudo isto que vivemos, é sempre um pouco mais de nós!

G             D              Em7                         C       G
É sempre um pouco mais em nós, e um pouco a mais a todos nós!
G             D              Em7                         C       G
É sempre um pouco mais em nós, e um pouco a mais a todos nós!
G             D              Em7                         C       G
(É um pouco mais de nós….)

G             Am
Por que se ver nem sempre é espelho
                G                           Am
Irmãos, amigos, sonhos e destinos, parecidos, quase iguais!
Bm             Am                          G
Previsíveis relações que nos levam a dizer:
            Am                    G
Que tudo isto que vivemos, é sempre um pouco mais de nós!

G             Am
A consequente decisão que reflete a ambição
               G                           Am
De uma vida toda em música, pensamentos e questões
Bm             Am                          G
Vidas distantemente próximas, parecidas, quase iguais!
            Am                    G
A intersecsão dos sentimentos que nos levam a dizer:
            Am                    G
Que tudo isto que vivemos, é sempre um pouco mais de nós!

Prestar mais atenção nos detalhes

Depois de muito tempo, em fim saiu um reggae para aqueles que curtem o estílo da liberdade e da coisas simples que nos ensina a natureza.

Conforme prometi, aí vai a gravação do home estúdio.. Detalhes…

 

 

DETALHES

Vou fazendo a minha parte sem perder a fé

Não me interessam os problemas, seja o que Deus quiser

Todos os dias agradeço pelo amanhcer

E quando brilha o sol forte penso – Como não pude perceber?

A cada dia sempre caberá novos problemas

E para cada tempestade suas turbulências

Nessas horas eu percebo toda grandeza

De ter um teto e o aconchego de uma princesa

Não me falta lealdade ao Deus da providência

Que nunca me deixe a piedade e o dom da paciência

Para perceber toda beleza de uma borboleta

Que soube vencer o seu casulo, ensina a mãe natureza

Ah, se você pudesse ver..

Faz pelo menos 15 anos que fiz uma melodia sem letra (falei sobre esta melodia outro dia aqui no blog) e o Du (Eduardo Rateke) não me deixa mentir pois ainda está de posse da fita K7 com esta melodia gravada (graças a Deus ele guardou pq nem eu tinha mais esse material – obrigado du!). Tentei por anos, e não conseguia achar uma letra digna daquela bossa. Mas, como nada se perde e esta melodia ficou guardada na gaveta (cachola), outro dia desses saí do banho cantarolando algo que só poderia caber “naquela” melodia. Dito e feito! Foi de primeira. Nasceu mais uma filha, e essa já virou xodó.

Como é razão de existir deste espaço, que é dedido aos amigos que curtem os sons do NandoMus, compartilho da minha alegria hoje aqui este som, entitulado -Se você pudesse ver.

SE VOCÊ PUDESSE VER

Ah, se você pudesse ver

Ah, se você pudesse olhar

Você seria bem melhor

Enchergando tudo que há por dentro

Entenderia a beleza de se amar

O Mal é escuro e não dá para ver

O bem brilha e reflete em tudo que há por lá

Veria como é simples o sentimento

Como é sereno, supremo e tranquilo esse lugar

O coração de quem ama não vê o tempo

E a única janela está no olhar

Diferente para sempre

Hoje quero partilhar com vocês uma letra que fiz e ainda não musiquei. O engraçado é que fiz ela pensando em alguém e depois me vi nela, diferente para sempre também.

Desta vez a letra veio antes da melodia. Canções são assim mesmo. Outro dia mesmo aconteceu exatamente o contrário, letrei uma melodia feita à 15 anos. O resultado foi uma bossa bem light que outro dia desses mostro para vocês aqui, assim que gravá-la.

Enquanto isso, viajem comigo em “Diferente para sempre“…

Meus bichos, meus grilos
Meus matos, meus gastos
São fatos concretos e incompletos
Cenários que preparo para o ato que espero se realizar

Moldura sem quadro é arte para poucos
Mentes rotuladas em embalagens retornáveis

Diferente para sempre
Para nunca mais voltar a ser igual

Há quem diga, inteligente
Isolado ou anormal
Prefiro, diferente
Em um todo tão igual

Quero ainda um dia desses encontrar um tão diferente
Que me faça ser igual ou mesmo uma normal dessas
Mas que me ame diferete para todo o sempre, coisa e tal