Escutar, tocar, nascer e eternizar…

Quando alguém escuta uma composição sua, é como se você nascesse novamente naquele momento, no coração de alguém. Quando essa música toca a alma de quem a ouve, você se eterniza, no pensamento mais recente.

Fernando Lauro Pereira

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Verdades nuas

Não gosto de explicar as letras das músicas que componho, pois acredito que cada um coloca nela suas vivências, transformando-a no que quiser para si. Mas acho interessante apresentar o contexto em que ela foi feita, o que a inspirou, como foi criada, o processo em si.

Se você só quer ouvir a música, dá um Play e curte!

Mas, se quiser conhecer a história desta música, continue lendo…

Em 06 de dezembro de 2017 recebi uma mensagem pelo WhatsApp, encaminhada para o grupo dos nossos amigos pelo meu irmão do coração Marcelo de Jesus.  A mensagem na integra era a seguinte:

“Diz uma parábola judaica que certo dia a mentira e a verdade se encontraram.
A mentira disse para a verdade:

– Bom dia, dona Verdade.
E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, vários pássaros cantavam e vendo que realmente era um bom dia, respondeu para a mentira:
– Bom dia, dona mentira.
– Está muito calor hoje, disse a mentira.
E a verdade vendo que a mentira falava a verdade, relaxou.
A mentira então convidou a verdade para se banhar no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:
-Venha dona Verdade, a água está uma delícia.
E assim que a verdade sem duvidar da mentira tirou suas vestes e mergulhou, a mentira saiu da água e vestiu-se com as roupas da verdade e foi embora.
A verdade por sua vez recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira e por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar na rua.
E aos olhos de outras pessoas era mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua.

Não sei quem é o(a) autor(a) desta história, mas a parábola cumpriu sua função e simplificou o paradoxo do mentiroso e as perspectivas sobre o que é verdade e mentira.

Imagem relacionada

Segui por semanas refletindo esta história, observando atento no meu dia a dia e de outras pessoas, próximas e distantes, tetando identificar o que era mentira vestida de verdade e o que era verdade nua e crua. Mas, principalmente analisando o que era mais fácil cada pessoa aceitar e conviver (1).

Pensei no conto de fadas que projetamos em nossas vidas, criando expectativas que nunca acontecerão e como isso pode ser frustrante e avassalador em nossas vidas. Ou exatamente o contrário, o quanto o conto de fadas pode motivar-nos na busca por vive-los e nos tornarmos pessoas felizes. Reflito sobre as perspectivas e o desafio de mudá-las constantemente, especialmente a que reflete nosso interior.

Imagem relacionada

Lembrei da Jornada do Herói, traçando um paralelo do conceito do Monomito de Joseph Campbell com a nossa vida real e a vontade que temos de vencer. Mas será que estamos atentos às lições que precedem vitórias e derrotas? Seriam estes apenas conceitos advindos de perspectivas opostas que podem ser invertidas a qualquer tempo?

Bem, este exercício foi de uma profundidade tamanhã em meus pensamentos,  que eu estava me transformando em uma pessoa intolerante, mau humorada, irritada e isso não estava me fazendo nada bem. Certo dia, para ser mais exato, no dia 29 de janeiro de 2018, cheguei em casa com a cabeça cheia, não conseguia parar de pensar e precisava me expressar. Foi quando me ouvi falando o que antigamente dizia para meu irmão do coração Fabiano Rateke:

Está com problemas? que bom!

Faz uma música!!

Foi o que decidi fazer naquele instante. Peguei o violão, a melodia veio instantaneamente. Peguei um papel e escrevi a história real  hipotética de um casal que vivia entre verdades e mentiras. Aí nasceu “Verdades nuas“, uma mistura de pensamentos, reflexões e vivências, próximas e distantes.

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(1) Pensando bem agora, até pensei em mudar o nome da música para mentiras vestidas de verdade sabe..  


Verdades nuas (cifra original)

Introdução: Bm7 / F#m / Em / A9  D#º / Bm7 / F#m / Em /  %

Bm7     F#m                   Em          A9  D#º
Ela era alguém sem pretensões
Bm7                F#m                               Em          A9 
Que não imaginava viver grandes paixões
Bm7                    F#m                          Em          A9  D#º
Queria só viver bem, amigos e distrações
Bm7                F#m                               Em          A9
Sorrisos soltos, sinceros magoavam ninguém
Bm7     F#m                   Em          A9  D#º
Ele era alguém sem ambições
Bm7                F#m                               Em          A9 
Queria só ser aceito como “o melhor”
Bm7                    F#m                          Em          A9  D#º
Sem controlar os desejos, sem saber dizer não
Bm7                F#m                               Em          F#m  G  A7 
Olhos brilhantes, palavras iludem multidões

G7+                                             F#m
Em contos de fadas existem vilões (que querem de derrubar)
G7+                                             F#m

A vida também tem “Jornada do Herói”
G7+                                             F#m

O tempo cura e a memória destrói
G                          A7

Prisões de mentiras e verdades nuas

Bm7     F#m                   Em          A9  D#º
Ela tem coração e vê além do olhar
Bm7                F#m                               Em          A9 
Confia a vida nas mãos do seu grande amor
Bm7                    F#m                          Em          A9  D#º
Ele só não vê a carne do coração
Bm7                F#m                               Em        A9  
Diz ter fé em Deus, mas sem nenhum pudor
Bm7     F#m                   Em          A9  D#º
Ela age amor e ele traições (trai sonhos)
Bm7                F#m                               Em          A9
Ela diz que perdoa e ele foge do lar

Bm7                    F#m                          Em          A9  D#º
A verdade liberta eles daquelas prisões
Bm7                F#m                               Em        A9 
Na vida de mentiras ele prefere ilusões

 

Joice

Fiquei impressionado quando acessei o YouTube para rever este vídeo que fiz pra minha linda em 2013 e encontrei mais de 2.600 visualizações com alguns comentários de pessoas que nem conheço. Acho que isso é o legal da composição musical, eternizar e partilhar momentos, sentimentos, histórias e paixões.  Não vejo a hora de disponibilizar “Joice” no Spotify também.

Perfil do artista no Spotify > http://bit.ly/nandomus ou http://spoti.fi/nandomus

Isso me mata no Spotify, Google Music, iTunes, Deezer …

E agora mais um som meu está disponível no Spotify, iTunes, Google Music…

🎼  “Isso Me Mata” um Reggae de Fernando Lauro Pereira

Vida alheia

Depois de muitos anos, regravei “Vida alheia“. Tá aí uma composição que tenho orgulho de ter feito. :)

É só dar o Play e curtir… Vida alheia

Isso me mata

Não gosto de explicar nenhuma letra que componho, pois acredito que ela toca diferente em cada um, conforme o momento em que se encontram, suas experiências de vida e crenças. Prefiro partilhar como elas (as composições) nascem e, cada uma nasce de um jeito, é um aprendizado recorrente e ininterrupto. Ao mesmo tempo, sempre fico curioso para saber como cada som tocou em cada pessoa que ouviu, mas isto, nunca saberei, pois a música toca no âmago dos seres humano que se permitem tocar pela música. Mas, esta canção em especial eu realmente não saberia explicar a letra.

“Isso me mata” foi a canção mais inusitada que já compus.

Como um animal selvagem raro dentro da selva da minha mente, eu a “vi” pela primeira vez à uns 15 anos. Me senti como um fotógrafo em frente a uma ave rara, sem estar com uma maquina fotográfica em mãos, ao olhar pra ela e vê-la voar. Na ocasião, me lembro bem, levei um susto. Estava em casa, num dia comum de sol em Floripa e, de repente, do nada, comecei a cantar a música (letra e melodia). A cantei do início ao fim, uma única vez. Assim que terminei de cantar, para minha indignação, não lembrava do começo, e segundos depois não lembrava nem a última parte que havia acabado de cantar. Daí o porque ter ficado assustado. Isso nunca havia me acontecido, sempre gravo, escrevo em algum lugar, já cheguei até a levantar durante a noite para escrever uma música que estava na minha cabeça. Mas, desta vez, ela havia me pego desprevenido.

Fiquei por muito tempo a caçar esta música, mas não a encontrava, pegava o violão, procurava mas só ouvia o silêncio. E o pior é que nos últimos anos, ela apareceu várias vezes, muitas vezes e eu sempre estava em alguma situação onde não tinha como anotar ou gravar. Ficava muito indignado no começo, depois comecei a achar engraçado e no fim já achei que estava ficando louco, mas não, aparentemente.

Até que no ano passado algo diferente aconteceu, eu estava indo tomar banho e ela veio, aí pensei – “Hoje eu te pego!!”, fiquei repetindo a primeira frase sem parar até chegar perto de um gravador, no caso, o celular. Aí estava a chave, a primeira frase era a chave que levava ao resto da canção, completa, na íntegra. :) Ufa! gravei e escrevi. As notas, muito simples, uma sequência de Am e G do início ao fim, isso nem anotei pois não tinha como esquecer.

O que a canção quer dizer? Não sei ainda, sempre que a escuto fico pensando nisso, mas essa será uma nova caçada no meu mundo interior.

Isso me mata

Não me venha falar de dor, falar de dor

E nem da minha tristeza, minha tristeza

Quero que me falem ideias, ideias com certeza

Poder sorrir, poder brincar, estar junto dos meus amigos

Poder, poder, viajar

 

No céu azul e entre as nuvens, sobre as águas claras

Com o teu sorriso, isso me mata

Ah, isso me mata, isso me mata

Ah, isso me mata, isso me mata

De saudade de emoção, te pegar pelas mãos

Tocar teu rosto lindo, pra ti fiz esta canção

Você está dentro de mim, no meu coração

De saudade de emoção, de saudade de emoção

composição

Som do K7

Fazem mais de 15 anos que eu gravei uma fita K7 com algumas composições minhas e do Fabiano Rateke, usando uma aparelhagem tosca e um aparelho de som com gravador de fitas cassete no meu quarto (na casa dos meus pais). Pouquíssimas pessoas tinham uma cópia dessa fita. Acho que só eu, o Fabiano da Simone e o Du da Nany (Eduardo Rateke).

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O tempo passou, eu e o Biano perdemos nossas cópias, mas graças a Deus o Du guardou essa relíquia e me presenteou com uma nova cópia, que agora guardo com muito carinho.

Digitalizei a fita K7 e partilho aqui pra vcs 30min do Lago A + 30min do Lado B. Fiz questão de deixar assim em dois arquivos grandes pra ficar bem nostálgico, como se fosse uma fita k7… 

Silêncio

Esta música foi algo divino. Meu amigo Anderson Geremias me enviou a letra, quando li, Deus me tocou tão forte que instantaneamente a melodia veio para minha mente, boca, dedos e coração.. Fiquem com a profundidade do Silêncio.

OBS: perdoem-me a qualidade da gravação, mas ainda está na versão que gravei no celular. Assim que possível gravei em qualidade melhor.

CIFRA 

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Tem novidade no ar.. essa vai para os amigos que curtem as reflexões e composições deste humilde músico amador metido a compositor..

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Não sei o que fiz pra te merecer…

Esta música eu fiz especialmente para a Joice, hoje minha esposa, mas na época, minha namorada. Na verdade, tínhamos acabado de começar a namorar. Eu demorei para dizer que a amava, pois queria ter certeza quando dissesse. Pois bem, quando tive certeza, compus esta canção. Amo-Te!