Foco

Estava lendo o livro Rework e pensando em alguns projetos, negócios, estudos e outras tantas coisas que ainda tenho para aprender e realizar. Mas daí me deparei com esta letra martelando em minha mente, resolvi escrever e percebi que ela fala diretamente para mim e não me deixa esquecer que não é possível fazer tudo ao mesmo tempo, mas que é possível fazer muita coisa fazendo-as uma de cada vez e cada uma como se fosse a única, no tempo que separei para faze-la. Por fim, é preciso ter foco.

Foco

Em D Em
Abraçar tudo, pegar o mundo
Em D Em
Correr pra tras, tentar voltar
Em D Em
Aproveitar o intervalo
Em D Em
Fazer render o eficaz

C G/B D
Uma coisa de cada vez
Am G/B Em D
Para fazer cada vez mais
C G/B D
Cada coisa no seu lugar (pra melhorar, pra melhorar)
Am G/B Em D Em D Em D Em D C Am Bm C D Em
Melhorar o que se faz

Correr do tudo, pagar pra ter
Um passo atrás ajuda a ver
outros caminhos e reverter
tempo perdido em saber render

Querer menos, fazer mais
Sem perder tempo com o que distrai
Usar e abusar com prazer
Do pratico e simples
Querer é poder
Querer é poder
Querer é poder

Diferente para sempre

Hoje quero partilhar com vocês uma letra que fiz e ainda não musiquei. O engraçado é que fiz ela pensando em alguém e depois me vi nela, diferente para sempre também.

Desta vez a letra veio antes da melodia. Canções são assim mesmo. Outro dia mesmo aconteceu exatamente o contrário, letrei uma melodia feita à 15 anos. O resultado foi uma bossa bem light que outro dia desses mostro para vocês aqui, assim que gravá-la.

Enquanto isso, viajem comigo em “Diferente para sempre“…

Meus bichos, meus grilos
Meus matos, meus gastos
São fatos concretos e incompletos
Cenários que preparo para o ato que espero se realizar

Moldura sem quadro é arte para poucos
Mentes rotuladas em embalagens retornáveis

Diferente para sempre
Para nunca mais voltar a ser igual

Há quem diga, inteligente
Isolado ou anormal
Prefiro, diferente
Em um todo tão igual

Quero ainda um dia desses encontrar um tão diferente
Que me faça ser igual ou mesmo uma normal dessas
Mas que me ame diferete para todo o sempre, coisa e tal

Eu estou aqui nesta quaresma

Como ontem iniciou-se o tempo da quaresma quero relembrar uma composição que fiz a algum tempo, nem lembro quando, mas lembro que foi em um momento de oração onde resgatava a passagem do filho pródigo (na qual prefiro a leitura de Pai misericordioso).

Pois penso que a quaresma é tempo de retornar à casa do Pai.

Quase 2 minutos de “Verdade”…

Sabe quando você quer desabafar tudo que está na mente e chega a unir as palavras para falar tudo de uma vez, usando todos os sentidos? Pois é, foi o que aconteceu quando fiz este som.

Ok, faz bastante tempo, mas é como se fosse hoje.

Curta comigo a Verdade…

Verdade

Tudo que eu penso é verdade

Falo o que me conventos trazem as tempestades

E com elas os homens mudam até de cidades

Que alagadas bloqueiam toda aquela vida

Construída de luta, de dor, egoísmo e ambição

De uma sociedade

Tudo que eu vejo é verdade

Fora o que me escondensam comunidades

Que afastadas ocultam grandes dificuldades

E por nada fazer, fazemos questão de esquecer

E contamos vantagens

Tudo que eu ouço é verdade

Desde que não me mintambém  ouço verdades

Mesmo que não falem, ouço pelos olhares

São a porta da almaravilha do olhar

Mais que mil palavras se houver

Uma reciprocidade

Pelo Teu Amor…

Certo dia eu estava em casa e senti uma inspiração para criar uma melodia em C#m (Dó sustenido menor) que tivesse uma mudança de tom no refrão e retornasse para o tom inicial nas estrofes. Foi algo estranho e gostoso, pois a fiz de primeira sem retornar, como se alguém estivesse me “cantando” as notas e cada toque.. como se eu já conhecesse a música e apenas a estivesse tirando no violão.

Pois bem, sem entender direito o que estava acontecendo, assim o fiz.

Nesta época eu, ainda solteiro, frequentava muito a casa do meu amigo Augusto Joenck Martins. Nesta mesma semana fui a casa dele, como de costume, e falei empolgado assim que o vi: – Cara! Tenho uma para te falar!!

E ele prontamente me respondeu com a mesma empolgação: – Também tenho uma para te falar!

Após ficarmos decidindo quem falaria primeiro (hehehehe) falei: – Fiz uma melodia para uma nova música mas ainda não tem letra.

O Guto, ficou surpresto e disse: –  Não acredito! Eu fiz uma letra mas ainda não tem melodia.

Bem, não havia muito o que se fazer, prontamente sentei na cama do quarto dele, puxamos uma cadeira, colocamos a letra dele na nossa frente e, sem brincadeira, cantei a letra dele com a minha melodia e como ela foi tocada na primeira vez é como ela está até hoje. Tivemos a certeza que foi a ação do Espírito Santo de Deus que agiu nesta canção, mas na época, não sei por que, a tocamos umas poucas vezes no Movimento Água Viva Jovens (que participávamos naquele tempo) e “engavetamos”. Hoje, porém, e não por acaso, participamos juntos do Ministério Ressoar em Deus. Agora, este ministério deu uma lavada neste som, botou pra secar e gravou esta composição que tem tanto significado em nossas vidas.

Ouça agora a canção com a releitura do Ressoar em Deus e os arranjos de Leandro Otávio, porém, na mesma melodia original, da mesma forma que foi tocada e cantada na primeira vez. Sem dúvida esta melodia e letra foram feitas uma para outra.

Decisões

https://i1.wp.com/api.ning.com/files/SHiJ3GhHNrE5gBaSg9usfKBcn*68KvsKcyR-ZDu9QFsMArvjleYMj2ktBduO-Csi0FMIpiszuZ3sDkA-SNqn3jbtTdOaJlF-/olho_borboleta.jpgEste som eu fiz em um momento de grande indecisão profissional, academica e espiritual, com medo de ousar mais ou de acreditar mais. Ao mesmo tempo em que alimentava um sentimento de “ter os pés no chão” dando um paço de cada vez na caminhada. Bem, tive a certeza de que se eu não fizesse nada, alguém iria fazer, seja este algo o que fosse. E que tudo sempre pode ser diferente desde que seja tomado alguma decisão diferente da decisão de não se fazer nada.

Como um efeito borboleta

O bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo

O caminho se faz caminhando, seja seguindo uma estrada, uma trilha ou abrindo caminho na mata fechada desbravando novos destinos.

Talvez a música fale melhor para você, ou até fale outra coisa. ;) Ouça aí então “Decisões”

DECISÕES

As vezes tenho a sensação de deixar passar
Em minhas mãos as decisões que mudariam tudo
Talvez por não arriscar ou por saber pesar
O que realmente vale a pena e não vai mais voltar

Tento não me preocupar com o que será
Mas o verbo que no futuro ainda é combustível
Projetar, sonhar, tentar alcançar
Faz tanto ou mais diferença que realizar

O fato é que tudo vai ser o que tiver que ser
Do jeito que seria com a mesma ou de outros
A alegria neste ou em outro lugar

Braçada

Semana passada fui, mais uma vez, tentar pegar uma onda com meu amigo Reinaldo Gorjão. Ele já estava na praia do Morro das Pedras, em Florianópolis, e eu cheguei depois. O dia estava lindo, um perfeito dia do verão bem no final do inverno, coisas da ilha. A ondulação estava entrando de Leste em um vento terral que deixava o mar lindo.

https://nandomus.files.wordpress.com/2011/08/img_6011.jpg?w=300Depois de uma longa temporada da Tainha por aqui, estava realmente animado para cair na água, mesmo sabendo de minhas condições físicas de sedentário. Fui até o meio da praia, alonguei e cai na água. Até aí, tudo lindo. Se não fosse o repucho que estava forte na beira do mar, e logo me levou para o costão, e minha braçada não foi suficiente para vencer a rebentação.

Fiz mais algumas tentativas, e sem sucesso, saí da água já cançado, tonto, enjoado e sem conseguir exercitar o meu surf, só os braços mesmo. Bem coisa de novato. Mas, não saí fora. Fiquei por ali, pensando na vida e refletindo sobre como a vida é parecida com aquilo que eu tinha vivido naquele instante.

Nossos sonhos, objetivos e desejos estão muitas vezes bem na nossa frente. Tudo parece tão fácil. Mas, o que os olhos não veem é o que está por baixo da água, as tribulações, a força do mar, puxando contra. Percebi que para alcançar os meus sonhos não basta querer, é preciso estar preparado, treinado, com os braços fortes e condicionados para remar ao horizonte. Pois, a onda não quebra no raso.

Pois é Reinaldo, não rendeu um surf, mas rendeu um som, para que sempre eu me lembre de como são as coisas na real.

Curtam aí o novo som, feito em 20/08/2011, “Braçada

Braçada

Os olhos não veem,
A mente está lá
A braçada que sente
Contra a corrente
A força do mar

Tem que ter braço para entrar
A onda bloqueia a vontade. No fundo dão as costas porque muda o olhar
Parece ser tão fácil atravessar
Mas por baixo da água uma força carrega para as pedras os sonhos, vontades e desejos de surfar

Hoje fico olhando com os braços cançados
Por enquanto eu fico cantando, olhando, rezando e remando, remando, remando… Porque..

Fernando Lauro Pereira (2o/08/2011)

Em busca do ócio produtivo

Houve um tempo em que eu rendia muito na loucura, e ainda tenho estes colapsos de composições em momentos insanos, mas confesso que hoje estou em busca do ócio.

Tempo livre não significa repouso. O repouso, como o sono, é obrigatório. O verdadeiro tempo livre é apenas a liberdade de fazermos o que queremos, mas não de permanecermos no ócio.
(George Bernard Shaw)

Até sinto saudade (as vezes) destes insides, mas hoje encontro uma maturidade poetica de me sinto mais seguro em poder sentir e perceber quando a inspiração vem, e dizer, “isso é lixo” ou .. “mmm.. isso é bom hein!”. E aí que tenho percebido o poder do ócio e como as inspirações para compor e o potencial em alimentar projetos musicais se multiplicam na liberdade de uma mente livre em um corpo descansado.

Como não vivo da música (e nem quero viver da música .. entender) percebo no ócio a parte ruim de trabalhar 40h semanais, pois no tempo “livre” não se vive, se sobrevive. Apenas conseguimos tomar um folego para trabalhar mais 40h na próxima semana. Definitivamente não é a mesma coisa. Fica o sonho de um dia poder trabalhar menos para produzir mais à sociedade.

Tenho plena certeza que cada um de nós tem um poder enorme para mudar a vida uns dos outros, desde que para isso, não sejamos iguais uns aos outros. Somos completos nas diferenças, diferentes idéias, valores, culturas, sonhos.. diferentes músicas para diferentes momentos. Ah sim, a vida é cheia deles (momentos).

Um dia talvez…

Um dia talvez…

Um dia talvez eu consiga fazer tudo que gostaria de cantar; Um dia talvez eu cante tudo que eu consiga gostar de fazer; Um dia talvez eu faça tudo que gosto cantando; Um dia…. talvez… enquanto isso, me contento em partilhar cada dia e composições neste blog.